Pesquisa de palavras-chave é o processo de descobrir, organizar e priorizar os termos que o seu público digita em buscadores e pergunta a assistentes de IA, para decidir quais conteúdos criar e como estruturá-los. É possível fazer isso do zero, sem gastar nada, combinando cinco fontes gratuitas: o Google Search Console (os dados reais do seu site), o Planejador de Palavras-Chave do Google, o preenchimento automático da busca, as caixas “As pessoas também perguntam” e o Google Trends. Este guia ensina o processo completo em 6 etapas, com as limitações honestas de cada ferramenta gratuita documentadas por estudos.
O motivo para dominar o método antes de pagar por ferramenta é estatístico: a demanda de busca vive na cauda longa, onde as ferramentas enxergam mal. Um estudo da Ahrefs de novembro de 2021, sobre mais de 3,8 bilhões de palavras-chave da base americana, mostrou que 94,74% de todos os termos recebem 10 ou menos buscas mensais, e o próprio Google informa que 15% das buscas diárias nunca foram feitas antes, número reconfirmado pela empresa em 2025, segundo a Ahrefs. Nenhuma ferramenta, paga ou gratuita, cobre o que ainda não existe; o método cobre.
Pontos-chave sobre pesquisa de palavras-chave gratuita
- A cauda longa é o jogo real: 94,74% das palavras-chave recebem 10 ou menos buscas por mês (Ahrefs, 2021), a consulta média tem de 3 a 4 palavras e 15% das buscas diárias do Google são inéditas (dado oficial do Google, reconfirmado em 2025), o que significa que estratégias baseadas só em termos de alto volume ignoram a maior parte da demanda.
- As ferramentas gratuitas cobrem o essencial, com limites conhecidos: um estudo da Ahrefs com 72.635 palavras-chave mediu que o Planejador do Google superestima o volume em 91,45% dos casos, e outro estudo da própria Ahrefs mostrou que o Search Console oculta 46,08% dos cliques em consultas anônimas; os números gratuitos servem para comparar e priorizar, não como medida exata.
- A pesquisa de palavras-chave ganhou uma camada nova: nas consultas informacionais de baixo volume no desktop, o AI Overview do Google aparece em 82% das vezes, e a posição 1 orgânica, que tem 39,8% de cliques em páginas de resultado limpas, cai para menos de 20% quando há AI Overview, segundo First Page Sage e Ahrefs, o que exige planejar termos pensando também em citação por IA, não só em clique.
O que é pesquisa de palavras-chave e por que ela vem antes do conteúdo?
Pesquisa de palavras-chave é a etapa de descoberta que responde três perguntas antes de qualquer texto ser escrito: o que o público procura (os termos), o que ele quer ao procurar (a intenção) e o que vale a pena atacar primeiro (a prioridade). Pular essa etapa produz o erro mais caro do marketing de conteúdo: páginas bem escritas sobre perguntas que ninguém faz, ou sobre perguntas que a página não tem chance de responder melhor que as concorrentes.
A unidade de análise não é a palavra, é a intenção. A classificação clássica divide as buscas em quatro tipos, e cada tipo pede um formato de página diferente, como detalha a tabela a seguir.
Tabela 1: Os quatro tipos de intenção de busca e o que cada um pede
| Intenção | O que a pessoa quer | Modificadores típicos | Formato de página adequado |
|---|---|---|---|
| Informacional | Aprender ou entender algo | o que é, como fazer, por que, guia | Artigo, guia, tutorial, FAQ |
| Navegacional | Chegar a um site ou marca específica | nome da marca, login, site oficial | Página institucional otimizada para a própria marca |
| Comercial (investigação) | Comparar opções antes de decidir | melhor, comparação, review, vale a pena, alternativas | Comparativo, review, lista com critérios |
| Transacional | Concluir uma ação ou compra | comprar, preço, contratar, orçamento, perto de mim | Página de produto ou serviço, com oferta clara |
Duas observações práticas sobre intenção. Primeira: a mesma palavra raiz gera termos de intenções diferentes (“contabilidade” informacional, “contador para clínicas preço” transacional), e a página certa para um é a errada para o outro. Segunda: a intenção se verifica de graça olhando a página de resultados: o que o Google já ranqueia para o termo revela o formato que ele considera adequado.
Como fazer pesquisa de palavras-chave gratuita em 6 etapas?
O processo completo usa apenas ferramentas gratuitas e cabe em uma planilha simples com quatro colunas: termo, intenção, fonte e prioridade.
- Monte a lista-semente. Escreva de 10 a 30 termos que descrevem seus produtos, serviços, problemas que resolve e o vocabulário real dos seus clientes. Inclua as perguntas que clientes fazem por telefone, e-mail e WhatsApp: elas são palavras-chave que nenhuma ferramenta mostraria.
- Expanda com o preenchimento automático e as perguntas relacionadas. Digite cada semente no Google e registre as sugestões do preenchimento automático (incluindo variações com letras de “a” a “z” após o termo), as caixas “As pessoas também perguntam” e as “pesquisas relacionadas” no fim da página. Repita no YouTube para termos com apelo em vídeo. Esse passo transforma 20 sementes em algumas centenas de termos reais.
- Colete os dados do seu próprio site no Google Search Console. No relatório de desempenho, exporte as consultas com impressões dos últimos 3 a 12 meses. Termos com muitas impressões e poucos cliques são as suas maiores oportunidades imediatas: demanda comprovada em páginas que quase entregam.
- Valide grandezas com o Planejador de Palavras-Chave e o Google Trends. O Planejador, gratuito com uma conta do Google Ads, mostra faixas de volume e sugere termos adjacentes; o Trends mostra tendência temporal, sazonalidade e comparação entre termos, incluindo recorte por estado e cidade no Brasil. Use os dois para comparar termos entre si, nunca como medida exata.
- Classifique intenção e agrupe por tópico. Marque cada termo com um dos quatro tipos de intenção e agrupe variações que a mesma página pode responder. A referência para agrupar com confiança: um estudo da Ahrefs com cerca de 3 milhões de consultas mostrou que a página média que ranqueia em primeiro também aparece no top 10 para aproximadamente 1.000 outros termos relacionados. Uma boa página cobre um tópico, não uma palavra.
- Priorize com a matriz relevância por viabilidade. Dê nota de 1 a 3 para relevância comercial (esse termo atrai quem pode virar cliente?) e de 1 a 3 para viabilidade (a página de resultados mostra concorrentes do seu porte ou só portais gigantes?). Comece pelos termos 3×3 e desça a partir daí.
Quais ferramentas gratuitas usar e qual o limite de cada uma?
Tabela 2: Ferramentas gratuitas de pesquisa de palavras-chave e seus limites
| Ferramenta | O que entrega de graça | Limite documentado |
|---|---|---|
| Google Search Console | As consultas reais que já mostram seu site: impressões, cliques, posição | Estudo da Ahrefs mediu 46,08% dos cliques ocultos em consultas anônimas, principalmente de cauda longa |
| Planejador de Palavras-Chave (Google Ads) | Faixas de volume mensal, sugestões de termos, sazonalidade | Sem campanhas ativas mostra faixas amplas; estudo da Ahrefs (72.635 termos) mediu superestimativa de volume em 91,45% dos casos |
| Preenchimento automático do Google | Sugestões baseadas em buscas reais, atualizadas | Não mostra volume; reflete também a sua localização e histórico |
| As pessoas também perguntam | Perguntas reais conectadas ao termo, em cadeia expansível | Não mostra volume; a seleção varia por sessão |
| Google Trends | Tendência temporal, sazonalidade, comparação entre termos, recorte regional | Dados relativos (escala de 0 a 100), não volumes absolutos |
| Bing Webmaster Tools | Ferramenta de pesquisa de palavras-chave com números do Bing | Base menor que a do Google; útil como segunda opinião |
| Preenchimento automático do YouTube | Demanda real de busca em vídeo | Não mostra volume; específico do formato |
| Fóruns, Reddit e comunidades | O vocabulário exato do público e perguntas sem resposta boa | Exige leitura manual; sem métricas |
| Assistentes de IA (ChatGPT, Gemini) | Expansão de sementes, agrupamento por intenção, variações regionais | Geram hipóteses, não dados; tudo precisa ser validado nas fontes acima |
A leitura correta dessa tabela define a postura do iniciante: nenhum número gratuito (nem pago) é medida exata; todos são instrumentos de comparação. A pergunta útil nunca é “quantas buscas exatas tem este termo”, e sim “este termo indica mais ou menos demanda que aquele, e qual dos dois eu tenho mais chance de responder melhor”.
Como priorizar sem métricas pagas de dificuldade?
As ferramentas pagas vendem um número de “dificuldade” por termo; sem elas, a análise se faz olhando a própria página de resultados, que é gratuita e mais informativa que qualquer nota. O protocolo de leitura de SERP tem quatro verificações por termo prioritário:
- Quem ranqueia: se o top 10 é dominado por portais gigantes e páginas institucionais fortes, a viabilidade de curto prazo é baixa; se aparecem blogs pequenos, fóruns e páginas fracas, há espaço.
- Que formato ranqueia: listas, guias, vídeos, páginas de produto. O formato dominante revela a intenção que o Google atribuiu ao termo, e competir com formato diferente do dominante raramente funciona.
- Que recursos ocupam a página: AI Overview, mapas, anúncios, vídeos e caixas de perguntas comprimem os resultados orgânicos. Aqui os números importam: a posição 1 tem em média 39,8% de cliques em páginas de resultado limpas, os 3 primeiros resultados concentram 68,7% dos cliques e apenas 0,44% dos usuários chegam à segunda página, segundo First Page Sage e Backlinko. Termo com a primeira tela tomada por recursos exige expectativa realista de clique.
- Qual a qualidade real das páginas: abra os 3 primeiros resultados e pergunte se você consegue responder melhor, com mais especificidade, dados e clareza. Se a resposta honesta é não, o termo volta para o fim da fila.
Essa análise manual tem um bônus que os números de ferramenta não dão: ela mostra exatamente o que a sua página precisa conter para competir.
Qual é a nova camada: da palavra-chave ao prompt?
A pesquisa de palavras-chave tradicional otimiza para o clique; a camada nova otimiza para a citação, porque parte crescente das respostas acontece sem clique algum. Os números que definem essa transição: o estudo do Search Engine Land de 2026 mediu 68% das buscas no Google encerradas sem clique; o AI Overview aparece em 82% das consultas informacionais de baixo volume no desktop; a presença do AI Overview derruba a taxa de cliques orgânicos, com a posição 1 caindo de 39,8% para menos de 20%; e um estudo da Ahrefs com 300.000 palavras-chave mediu queda de 34,5% nos cliques em consultas com AI Overview.
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Solicitar Auditoria Grátis Sem compromisso. Sem cartão. Só dados.Para o iniciante, a consequência prática é dupla e cabe dentro do mesmo processo de 6 etapas. Primeira: os termos informacionais da sua planilha, especialmente perguntas, são também candidatos a prompt, as perguntas que o público faz a ChatGPT, Gemini e Perplexity; vale registrar, para os 20 termos mais importantes, como as IAs respondem hoje e quem elas citam. Segunda: o conteúdo criado para esses termos deve nascer citável, com resposta direta no início, dados específicos e fontes nomeadas, os fatores que o paper “GEO: Generative Engine Optimization”, de Pranjal Aggarwal e coautores de Princeton, apresentado na KDD 2024, mostrou elevarem a visibilidade em respostas de IA em até 40%.
As duas disciplinas não competem, se somam: a diferença de mecânica entre ranquear e ser citado está detalhada no estudo comparativo entre GEO e SEO, e o caminho para transformar os termos informacionais da sua planilha em presença nas respostas dos modelos é o objeto do LLM SEO. Quem já publica conteúdo a partir da pesquisa também precisa medir a nova camada, com indicadores próprios de citação descritos nas métricas de GEO.
Quais números todo iniciante deveria conhecer?
Tabela 3: Estatísticas essenciais de pesquisa de palavras-chave
| Evidência | Número | Fonte e ano |
|---|---|---|
| Palavras-chave com 10 ou menos buscas mensais | 94,74% | Ahrefs, estudo da base americana, 2021 |
| Buscas diárias do Google nunca feitas antes | 15% (dado reconfirmado em 2025) | Google, via Ahrefs |
| Buscas processadas pelo Google | 8,5 a 14 bilhões por dia; mais de 5 trilhões por ano | Compilação Omnibound (Google e StatCounter) |
| Extensão média da consulta | 3 a 4 palavras | Compilação SociallyIn |
| Superestimativa de volume do Planejador do Google | 91,45% dos 72.635 termos testados | Ahrefs |
| Cliques ocultos como consultas anônimas no Search Console | 46,08% | Ahrefs, estudo de termos ocultos |
| CTR da posição 1 em página de resultados limpa | 39,8% (abaixo de 20% com AI Overview) | First Page Sage, 2025; Ahrefs, 2025 |
| Concentração de cliques nos 3 primeiros resultados | 68,7% | First Page Sage, 2025 |
| Usuários que chegam à página 2 | 0,44% | Backlinko |
| Presença do AI Overview em consultas informacionais de baixo volume (desktop) | 82% | Compilação SociallyIn, 2026 |
| Queda de cliques em consultas com AI Overview | 34,5% (300.000 palavras-chave) | Ahrefs, 2025 |
| Termos adicionais para os quais a página nº 1 média também ranqueia | Cerca de 1.000 | Ahrefs, estudo com 3 milhões de consultas |
| Ganho de visibilidade em respostas de IA com conteúdo otimizado | Até 40% | Aggarwal et al., paper GEO, Princeton, KDD 2024 |
Exemplo prático: o processo completo em uma tarde
Para tornar o método concreto, acompanhe uma aplicação hipotética: um estúdio de pilates recém-aberto em uma capital, sem site ranqueando e sem orçamento de ferramentas.
Etapa 1, sementes: a dona lista 15 termos a partir das perguntas reais de alunos: pilates, pilates para iniciantes, pilates para dor nas costas, pilates ou musculação, pilates para gestantes, quanto custa pilates, pilates perto de mim, entre outros.
Etapa 2, expansão: cada semente no preenchimento automático do Google gera variações reais (“pilates para dor nas costas funciona”, “pilates para gestantes a partir de quantas semanas”), e as caixas de perguntas relacionadas adicionam dezenas de dúvidas encadeadas (“pilates emagrece?”, “quantas vezes por semana fazer pilates?”). Em uma hora, a planilha passa de 15 para cerca de 180 termos.
Etapa 3, dados próprios: o site é novo, então o Search Console pouco entrega; a fundadora registra a etapa como rotina mensal futura e segue.
Etapa 4, validação: no Google Trends, “pilates” mostra estabilidade com leve alta em janeiro e agosto (matrículas), e a comparação entre “pilates solo” e “pilates com aparelhos” revela qual variação a cidade busca mais. No Planejador, os termos comerciais mostram faixas suficientes para separar grandezas.
Etapa 5, intenção e agrupamento: os 180 termos viram 22 tópicos. “Pilates para dor nas costas” agrupa 14 variações informacionais e vira um guia; “quanto custa pilates” agrupa as variações de preço e vira uma página transparente de planos com faixas; “pilates ou musculação” vira um comparativo honesto.
Etapa 6, priorização: a leitura de SERP mostra portais de saúde dominando “pilates emagrece” (viabilidade baixa), mas resultados fracos e desatualizados em “pilates para gestantes” na cidade (viabilidade alta, relevância alta: gestantes viram alunas de longo prazo). O plano do trimestre nasce com 8 tópicos: 3 transacionais locais, 4 guias informacionais com potencial de citação por IA e 1 comparativo.
O detalhe final conecta as duas camadas: antes de escrever, a fundadora pergunta ao ChatGPT e ao Gemini “pilates para gestantes vale a pena? a partir de quando?” e registra quais fontes as IAs citam hoje. As respostas revelam o padrão a superar, e cada guia nasce com resposta direta, números e fontes nomeadas, pronto para ranquear e para ser citado.
Perguntas frequentes sobre pesquisa de palavras-chave gratuita (FAQ)
1. O que é pesquisa de palavras-chave?
É o processo de descobrir, organizar e priorizar os termos que o público busca em mecanismos e pergunta a IAs, para decidir quais conteúdos criar, em qual formato e em qual ordem, antes de escrever qualquer página.
2. Dá para fazer pesquisa de palavras-chave sem pagar nada?
Dá, e é o caminho recomendado para iniciantes: Google Search Console, Planejador de Palavras-Chave, preenchimento automático, “As pessoas também perguntam”, Google Trends e Bing Webmaster Tools cobrem descoberta, validação e priorização completas.
3. O Planejador de Palavras-Chave do Google é confiável?
É útil para comparar termos e descobrir adjacentes, mas não como medida exata: estudo da Ahrefs com 72.635 palavras-chave mediu superestimativa de volume em 91,45% dos casos, e sem campanhas ativas o Planejador mostra apenas faixas amplas.
4. O que é cauda longa e por que ela importa tanto?
Cauda longa é o conjunto gigantesco de termos específicos com pouca busca individual: 94,74% das palavras-chave têm 10 ou menos buscas mensais (Ahrefs, 2021). Somadas, essas buscas específicas superam os termos de alto volume, e são onde iniciantes conseguem competir.
5. Como encontrar palavras-chave que as ferramentas não mostram?
Três fontes: as perguntas reais de clientes (telefone, e-mail, WhatsApp), fóruns e comunidades do nicho, e o próprio Search Console, que revela termos pelos quais o site já aparece. Lembrando que 15% das buscas diárias são inéditas: parte da demanda nunca estará em ferramenta alguma.
6. Quantas palavras-chave uma página deve mirar?
Uma página mira um tópico, não um termo: o estudo da Ahrefs com 3 milhões de consultas mostrou a página nº 1 média ranqueando também para cerca de 1.000 termos relacionados. Agrupe as variações que a mesma resposta cobre e escreva a melhor página daquele tópico.
7. Como sei a intenção de um termo sem ferramenta?
Pesquisando o termo e lendo a página de resultados: o formato que domina o top 10 (guias, comparativos, páginas de produto, vídeos) revela a intenção que o Google atribuiu. Competir com formato diferente do dominante raramente funciona.
8. Como avaliar dificuldade sem a métrica paga?
Pela leitura manual da SERP: quem ranqueia (porte dos concorrentes), que formato ranqueia, quais recursos ocupam a primeira tela e se você consegue honestamente responder melhor que os 3 primeiros. Essa análise diz mais que qualquer nota de 0 a 100.
9. O Google Trends mostra volume de busca?
Não; mostra dados relativos em escala de 0 a 100, tendência temporal, sazonalidade e comparação entre termos, com recortes por região. É a ferramenta certa para escolher entre sinônimos e para planejar calendário sazonal, não para estimar volume absoluto.
10. O Search Console mostra tudo que meu site recebe?
Não: estudo da Ahrefs mediu 46,08% dos cliques atribuídos a consultas anônimas ocultas, majoritariamente de cauda longa. Os dados visíveis continuam sendo a melhor fonte gratuita, mas leia os totais sabendo que há demanda real além deles.
11. Com que frequência refazer a pesquisa?
Revisão trimestral do conjunto e acompanhamento mensal do Search Console funcionam para a maioria dos sites. Como 15% das buscas diárias são novas, a pesquisa é um processo contínuo, não um documento fechado.
12. Palavras-chave com volume zero valem a pena?
Frequentemente sim, quando fazem sentido para o público: os volumes são estimativas, a cauda longa é subestimada pelas ferramentas e termos novos ainda não têm histórico. Relevância comercial clara com SERP fraca vale mais que volume alto com concorrência impossível.
13. Devo usar IA (ChatGPT, Gemini) na pesquisa?
Sim, como geradora de hipóteses: expandir sementes, agrupar por intenção, sugerir variações regionais e perguntas de cliente. E não como fonte de dados: volumes e tendências que a IA afirmar precisam ser validados nas ferramentas com dados reais.
14. Como a IA nas buscas muda a pesquisa de palavras-chave?
Ela adiciona a camada da citação: com 68% das buscas sem clique (Search Engine Land, 2026), AI Overview em 82% das consultas informacionais de baixo volume e queda de 34,5% nos cliques onde ele aparece (Ahrefs), termos informacionais passam a ser planejados também como prompts a serem respondidos com conteúdo citável.
15. Termo com AI Overview ainda vale conteúdo?
Vale, com objetivo ajustado: o clique cai, mas a citação dentro da resposta vira o prêmio, e mais da metade dos AI Overviews não inclui o resultado nº 1 orgânico, abrindo espaço para páginas bem estruturadas de posições inferiores, segundo a compilação da SociallyIn.
16. Quantos termos devo priorizar no começo?
Entre 10 e 20 tópicos (não termos isolados) com nota máxima na matriz relevância por viabilidade. Executar bem uma lista curta gera dados no Search Console que realimentam a pesquisa; listas de 500 termos paralisam iniciantes.
17. Palavra-chave exata precisa aparecer repetida no texto?
Não. O empilhamento de repetições é ineficaz e pode prejudicar; os sistemas entendem sinônimos e semântica. O termo e suas variações naturais aparecem onde fazem sentido: título, primeira resposta, cabeçalhos pertinentes e ao longo do texto sem forçar.
18. Como pesquisar termos locais de graça?
Preenchimento automático com a cidade no termo, Google Trends com recorte estadual e municipal, “As pessoas também perguntam” das buscas locais e as consultas com nome de cidade no Search Console. Para negócios físicos, o desempenho do Google Business Profile completa o quadro.
19. O que fazer com termos de marca de concorrentes?
Usá-los como inteligência, não como alvo direto: buscas “concorrente X vale a pena” e “alternativas ao concorrente X” revelam intenção comercial de comparação, que se atende com comparativos honestos e critérios claros, formato que também é frequentemente citado por IAs.
20. Qual o primeiro passo prático, hoje?
Abrir uma planilha, escrever 20 termos-semente com o vocabulário dos seus clientes, expandir cada um no preenchimento automático e nas perguntas relacionadas, e exportar as consultas do seu Search Console. Em uma tarde, você terá a matéria-prima do seu primeiro trimestre de conteúdo.
Em resumo: método primeiro, ferramenta depois
Pesquisa de palavras-chave sem ferramentas pagas não é versão de consolação: é o método completo aplicado às fontes certas. A demanda real vive na cauda longa (94,74% dos termos com 10 ou menos buscas mensais) e se renova todo dia (15% de buscas inéditas), território onde os números de qualquer ferramenta são estimativa, como provam a superestimativa de 91,45% do Planejador e os 46,08% de cliques ocultos do Search Console medidos pela Ahrefs. O processo de 6 etapas, semente, expansão, dados próprios, validação, intenção e priorização por leitura de SERP, entrega o que importa: uma fila curta de tópicos nos quais você pode ser a melhor resposta. E, no cenário em que 68% das buscas terminam sem clique e o AI Overview domina as consultas informacionais, cada tópico dessa fila deve ser planejado duas vezes: como página que ranqueia e como resposta que a IA cita.
Como citar este artigo
GEOSTACK. Como fazer pesquisa de palavras-chave: guia para iniciantes sem ferramentas pagas. Geostack, São Paulo, 2026. Disponível em: https://geostack.com.br/. Acesso em: 4 ago. 2026.
Fontes consultadas
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MYCODELESSWEBSITE. Keyword Research Statistics (compila Ahrefs 2021 e Google). Disponível em: https://mycodelesswebsite.com/keyword-research-statistics/
OMNIBOUND. Google Search Statistics (2026): 55+ Data Points. Disponível em: https://www.omnibound.ai/blog/google-search-statistics
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SOCIALLYIN. The 2026 Google Statistics Report: Search, Ads & Users. Disponível em: https://sociallyin.com/google-statistics/

